Na verdade encontrei um garimpo inteiro, mais do que uma pepita isolada.
O mapa da mina eu entrego por módico preço.
Lendo em 8888
http://coral.ufsm.br/gpforma/1senafe/biblioteca/UmFratricidio.pdf
http://www.virtualbooks.com.br/v2/ebooks/pdf/00132.pdf
http://www.virtualbooks.com.br/v2/ebooks/pdf/00024.pdf
Esse tem tudo menos a lista dos títulos
CONFRARIA DO LIVRO LAÍS MESQUITA
segunda-feira, 14 de agosto de 2017
domingo, 13 de setembro de 2015
A Paz
A PAZ !
por ataide ribeiro
Sim, é importante que a gente reflita sobre a paz mundial e apoie todas as ações e iniciativas em prol desta causa.
É necessário, entretanto, que nós entremos, de vez, na luta pela paz; não a PAZ distante de nós, mas a PAZ a nosso redor ou em nosso “entorno” com se diz atualmente.
Fazer de nossas vidas um exercício permanente de busca pela paz parece-me ser o caminho. Tenho pensado muito nisso ultimamente.
Falei em lutar. Seria incoerente e contraditório pensar “numa guerra santa” pela PAZ? E os inimigos declarados da PAZ? O pior: e os inimigos ocultos e camuflados da Paz? Como tratá-los?
Percebo, a cada instante, o quanto é difícil levar adiante a suposta luta.
E negociar a trégua com quem?
Difícil, não é?
Matutando, matutando, pensei, em primeiro lugar, negociar a paz comigo mesmo.
Mas será que terei coragem de me enfrentar numa mesa de negociação pela PAZ interior?
E quem seria o mediador da negociação?
DEUS ?
Bem que poderia, mas penso nele tão somente como uma Força Estranha, de muita sapiência e poder porém muitas vezes indecifrável e incompreensível. Dizem que ele é, sempre, uma boa companhia.
Ademais, como encontrar DEUS e a ele formular o convite para mediador.
A letra da música de Gilberto Gil “Se eu quiser falar com DEUS” fala do assunto . Seria esta uma pista?
Resultado: a minha negociação está empacada faz muito tempo por falta de mediador.
O mais provável é que seja por falta de coragem de procurá-lo pra valer.
E continuo matutando.
Gilberto Gil cantando Se eu quiser falar com Deus:
Gilberto Gil cantando Se eu quiser falar com Deus:
terça-feira, 1 de setembro de 2015
O Clube do Filme
Recebi pelo WhatsApp instigante comentário de Jarlene sobre o livro O CLUBE DO FILME.
Fui logo procurar e encontrei uma entrevista do autor e seu filho à Livraria Cultura. Thanks, Jarlene!
https://www.youtube.com/watch?v=CpJHr-jZVkc
Fui logo procurar e encontrei uma entrevista do autor e seu filho à Livraria Cultura. Thanks, Jarlene!
https://www.youtube.com/watch?v=CpJHr-jZVkc
domingo, 30 de agosto de 2015
Cristóvão Tezza na Feira do Livro de BC
O escritor catarinense deu entrevista a Veja, falando de seus livros e de sua vinda a Balneário Camboriú para nossa Feira do Livro, de 5 a 15 de novembro 2015.
Confira em
http://veja.abril.com.br/multimidia/video/por-que-isso-e-ficcao-uma-conversa-com-cristovao-tezza
domingo, 16 de agosto de 2015
PARA ONDE VAI O AMOR QUE SE PERDE?
Um ano antes de sua morte, Franz Kafka viveu uma experiência singular.
Passeando pelo parque de Steglitz, em Berlim, encontrou uma menina chorando porque havia perdido sua boneca. Kafka ofereceu ajuda para procurar pela boneca e combinou um encontro com a menina no dia seguinte no mesmo lugar. Incapaz de encontrar a boneca, ele escreveu uma carta como se fosse a boneca e leu para a garotinha quando se encontraram. “Por favor, não chore por mim, parti numa viagem para ver o mundo. ”. Esta foi a primeira de muitas cartas que, durante três semanas, Kafka entregou pontualmente à menina, narrando as peripécias da boneca em todos os cantos do mundo : Londres, Paris, Madagascar…Tudo para que a menina esquecesse a grande tristeza!Esta história foi contada para alguns jornais e inspirou um livro de Jordi Sierra i Fabra ( Kafka e a Boneca Viajante ) onde o escritor imagina como como teriam sido as conversas e o conteúdo das cartas de Kafka.No fim, Kafka presenteou a menina com uma outra boneca. Ela era obviamente diferente da boneca original. Uma carta anexa explicava: “minhas viagens me transformaram…”. Anos depois, a garota agora crescida encontrou uma carta enfiada numa abertura escondida da querida boneca substituta. Em resumo, o bilhete dizia: “Tudo que você ama, você eventualmente perderá, mas, no fim, o amor retornará em uma forma diferente”.
~ May Benatar, no artigo “Kafka and the Doll: The Pervasiveness of Loss” (publicado no Huffington Post)
segunda-feira, 27 de julho de 2015
Dez Filmes
10 FILMES IMPERDÍVEIS SOBRE A HISTÓRIA DA ARTE
Por Octavio Caruso
http://www.contioutra.com/10-filmes-imperdiveis-sobre-a-historia-da-arte/
Como sempre faço, revi todos os filmes e conheci outros, na tentativa de incluir nessa lista dez obras importantes, algumas subestimadas, famosas e valiosos tesouros escondidos, sem ordem de preferência, com breves introduções objetivando o despertar do interesse. Levei em consideração as cinebiografias e roteiros que envolvam pintores, reais e fictícios, ou a arte da pintura.
SEDE DE VIVER (LUST FOR LIFE – 1956)
Com direção de Vincente Minnelli, Kirk Douglas, em grande momento, vive Van Gogh, em um roteiro de estrutura linear, que se foca nos conflitos internos do artista, sem romantizar o homenageado, expondo seu gradual abraço na insanidade, com as telas exibidas durante as cenas, um recurso que traz ainda mais elegância ao projeto.

FRIDA (2002)
Salma Hayek, em seu melhor trabalho, vive Frida Kahlo, em um roteiro bastante fiel, sem se intimidar com os aspectos mais cruéis dos vários obstáculos que ela superou, sem apelar para o melodrama piegas, e que funciona como uma excelente introdução aos estudos sobre a pintora mexicana. E, emoldurando a trama, uma fotografia impecável de Rodrigo Pietro.

OS AMANTES DE MONTPARNASSE (LES AMANTS DE MONTPARNASSE – 1958)
Cinebiografia dirigida por Jacques Becker, que retrata o atribulado último ano de vida do pintor italianoAmedeo Modigliani, vivido pelo francês Gérard Philipe, depois que ele conheceu e se apaixonou loucamente pela colega artista Jeanne Hébuterne. O roteiro se aprofunda no vício dele pelo álcool, atormentado por seus fracassos, a incapacidade de vender suas pinturas a um público que não compreende seu trabalho.

AGONIA E ÊXTASE (THE AGONY AND THE ECSTASY – 1965)
A competente direção de Carol Reed equilibra os excessos histriônicos de Charlton Heston, que vive o pintor e escultor renascentista Michelangelo, com o roteiro focado na eterna disputa entre ele e o Papa Júlio II, vivido por Rex Harrison, enquanto ele trabalhava na pintura do teto da Capela Sistina. A trama tem problemas de ritmo, porém, isso é compensado pelos excelentes diálogos, abordando a relação entre arte e fé, a impossibilidade de domar os instintos de um criador ao delimitar o terreno de sua imaginação.

ANDREI RUBLEV (1966)
A Rússia do século XV passa por um período turbulento, o povo sofre injustiças e está fragilizado pela fome. Nesse cenário, acompanhamos um pouco da vida do pintor Andrei Rublev, que mais tarde abandonaria seu ofício para dedicar-se a Deus. Um dos melhores trabalhos do diretor Andrei Tarkovski, uma obra-prima intimista do cinema mundial, que somente melhora a cada revisão. “O que hoje é elogiado, amanhã será criticado e depois de amanhã, esquecido. Eu e você seremos esquecidos. Todos serão. Tudo se resume a vaidade e é transitório. Tudo gira num ciclo eterno. Se Cristo voltasse à Terra, seria crucificado novamente”.

EDVARD MUNCH (1974)
O diretor Peter Watkins, da pérola pouco conhecida: “Privilégio”, comanda a cinebiografia, misto de documentário e ficção, do pintor expressionista norueguês responsável por obras como “O Grito”. A opção de filmar quase sempre em primeiro plano, buscando o que se esconde por trás dos olhos, nas intenções dos atores, explorando camadas de narrativa sobrepostas, oferecendo um retrato visceral da juventude de um artista que, em vida, teve seus trabalhos hostilizados por grande parte do público.

BASQUIAT – TRAÇOS DE UMA VIDA (BASQUIAT – 1996)
O diretor Julian Schnabel, que viria a comandar o ótimo “O Escafandro e a Borboleta”, nos transporta para a década de oitenta, abordando a ascensão meteórica do jovem
grafiteiro Jean-Michel Basquiat (Jeffrey Wright), que foi descoberto por Andy Warhol, no cenário artístico contemporâneo. O roteiro se destaca pela sensibilidade com que retrata o homenageado vanguardista, evidenciando o preconceito racial e os meandros da indústria. “E nunca poderá se explicar para alguém que usa os dons de Deus para escravizar, que você usou os dons de Deus para ser livre”.
grafiteiro Jean-Michel Basquiat (Jeffrey Wright), que foi descoberto por Andy Warhol, no cenário artístico contemporâneo. O roteiro se destaca pela sensibilidade com que retrata o homenageado vanguardista, evidenciando o preconceito racial e os meandros da indústria. “E nunca poderá se explicar para alguém que usa os dons de Deus para escravizar, que você usou os dons de Deus para ser livre”.

A BELA INTRIGANTE (LA BELLE NOISEUSE – 1991)
O processo criativo do recluso Édouard Frenhofer, pintor fictício vivido por Michel Piccoli, que encontra sua musa renascida na namorada de um colega. Depois de anos de inatividade e falta de inspiração, a jovem revigora sua carreira artística. Obra pouco citada do ótimo diretor Jacques Rivette, que merece ser redescoberta. Não se intimide pela longa duração, quase quatro horas, esse é um daqueles filmes que você irá indicar para seus filhos e netos.

CRISTO PAROU EM ÉBOLI (CRISTO SI È FERMATO A EBOLI – 1979)
Adaptação refinada, dirigida por Francesco Rosi, da obra autobiográfica do pintor Carlo Levi, que relata o período de sua prisão política domiciliar em uma atrasada e remota vila italiana, onde, longe dos intelectuais, incapaz de exercer seu trabalho, o artista irá entrar em contato com hábitos simples, misticismo religioso, e viverá experiências que irão fazer com que ele reavalie sua função na sociedade. Outra obra pouco citada, que, com certeza, entrará na sua lista de filmes favoritos.

SONHOS (DREAMS – 1990)
Nessa última obra-prima de Akira Kurosawa, num dos episódios, intitulado: “Corvos” (referência a “Campo de Trigo com Corvos”), protagonizado pelo diretor Martin Scorsese, um estudante de artes descobre-se dentro do vibrante e, por vezes, caótico mundo dos trabalhos de Vincent van Gogh, durante uma visita a um museu de artes. Num passeio onírico pelas telas, ele encontra o próprio artista e conversa com ele.

domingo, 19 de julho de 2015
Confrade Escritor
Lemos o conto e garantimos que vale a pena conhecer o encontro
e o depois-do-encontro de mãe e filha.
Para que todo o mundo escute, aqui vai a orelha:
CONTO! POR QUE CONTO?
Ataide Ribeiro
A professora aposentada procurou e encontrou.
Está diante de uma dona de bordel, sua mãe.
Quarenta e quatro anos passaram desde que, recém nascida, fora dada a um casal estéril.
O pai adotivo de Leila, outrora rico madeireiro no Paraná, foi à falência.
Leila ficou órfã de pai e mãe aos dezessete anos. Formou-se professora, casou-se, desquitou-se . Aos quarenta e três aposentou-se e decidiu procurar suas origens. Acabou por encontrar também seu destino.
Antes de morrer, a mãe contara a Leila toda a verdade, inclusive o nome da parteira que a trouxera ao mundo em Curitiba.
A parteira mostrou a Leila uma carta recebida de Deolinda querendo saber da filha. No envelope havia o endereço da remetente.
E lá foi Leila rumo a São José do Rio Preto, atrás de sua mãe biológica.
e o depois-do-encontro de mãe e filha.
Para que todo o mundo escute, aqui vai a orelha:
CONTO! POR QUE CONTO?
Ataide Ribeiro
A professora aposentada procurou e encontrou.
Está diante de uma dona de bordel, sua mãe.
Quarenta e quatro anos passaram desde que, recém nascida, fora dada a um casal estéril.
O pai adotivo de Leila, outrora rico madeireiro no Paraná, foi à falência.
Leila ficou órfã de pai e mãe aos dezessete anos. Formou-se professora, casou-se, desquitou-se . Aos quarenta e três aposentou-se e decidiu procurar suas origens. Acabou por encontrar também seu destino.
Antes de morrer, a mãe contara a Leila toda a verdade, inclusive o nome da parteira que a trouxera ao mundo em Curitiba.
A parteira mostrou a Leila uma carta recebida de Deolinda querendo saber da filha. No envelope havia o endereço da remetente.
E lá foi Leila rumo a São José do Rio Preto, atrás de sua mãe biológica.
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