segunda-feira, 27 de julho de 2015

Dez Filmes

10 FILMES IMPERDÍVEIS SOBRE A HISTÓRIA DA ARTE

Por Octavio Caruso
http://www.contioutra.com/10-filmes-imperdiveis-sobre-a-historia-da-arte/



Como sempre faço, revi todos os filmes e conheci outros, na tentativa de incluir nessa lista dez obras importantes, algumas subestimadas, famosas e valiosos tesouros escondidos, sem ordem de preferência, com breves introduções objetivando o despertar do interesse. Levei em consideração as cinebiografias e roteiros que envolvam pintores, reais e fictícios, ou a arte da pintura.

SEDE DE VIVER (LUST FOR LIFE – 1956)

Com direção de Vincente Minnelli, Kirk Douglas, em grande momento, vive Van Gogh, em um roteiro de estrutura linear, que se foca nos conflitos internos do artista, sem romantizar o homenageado, expondo seu gradual abraço na insanidade, com as telas exibidas durante as cenas, um recurso que traz ainda mais elegância ao projeto.
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FRIDA (2002)

Salma Hayek, em seu melhor trabalho, vive Frida Kahlo, em um roteiro bastante fiel, sem se intimidar com os aspectos mais cruéis dos vários obstáculos que ela superou, sem apelar para o melodrama piegas, e que funciona como uma excelente introdução aos estudos sobre a pintora mexicana. E, emoldurando a trama, uma fotografia impecável de Rodrigo Pietro.
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OS AMANTES DE MONTPARNASSE (LES AMANTS DE MONTPARNASSE – 1958)

Cinebiografia dirigida por Jacques Becker, que retrata o atribulado último ano de vida do pintor italianoAmedeo Modigliani, vivido pelo francês Gérard Philipe, depois que ele conheceu e se apaixonou loucamente pela colega artista Jeanne Hébuterne. O roteiro se aprofunda no vício dele pelo álcool, atormentado por seus fracassos, a incapacidade de vender suas pinturas a um público que não compreende seu trabalho.
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AGONIA E ÊXTASE (THE AGONY AND THE ECSTASY – 1965)

A competente direção de Carol Reed equilibra os excessos histriônicos de Charlton Heston, que vive o pintor e escultor renascentista Michelangelo, com o roteiro focado na eterna disputa entre ele e o Papa Júlio II, vivido por Rex Harrison, enquanto ele trabalhava na pintura do teto da Capela Sistina. A trama tem problemas de ritmo, porém, isso é compensado pelos excelentes diálogos, abordando a relação entre arte e fé, a impossibilidade de domar os instintos de um criador ao delimitar o terreno de sua imaginação.
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ANDREI RUBLEV (1966)

A Rússia do século XV passa por um período turbulento, o povo sofre injustiças e está fragilizado pela fome. Nesse cenário, acompanhamos um pouco da vida do pintor Andrei Rublev, que mais tarde abandonaria seu ofício para dedicar-se a Deus. Um dos melhores trabalhos do diretor Andrei Tarkovski, uma obra-prima intimista do cinema mundial, que somente melhora a cada revisão. “O que hoje é elogiado, amanhã será criticado e depois de amanhã, esquecido. Eu e você seremos esquecidos. Todos serão. Tudo se resume a vaidade e é transitório. Tudo gira num ciclo eterno. Se Cristo voltasse à Terra, seria crucificado novamente”.
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EDVARD MUNCH (1974)

O diretor Peter Watkins, da pérola pouco conhecida: “Privilégio”, comanda a cinebiografia, misto de documentário e ficção, do pintor expressionista norueguês responsável por obras como “O Grito”. A opção de filmar quase sempre em primeiro plano, buscando o que se esconde por trás dos olhos, nas intenções dos atores, explorando camadas de narrativa sobrepostas, oferecendo um retrato visceral da juventude de um artista que, em vida, teve seus trabalhos hostilizados por grande parte do público.
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BASQUIAT – TRAÇOS DE UMA VIDA (BASQUIAT – 1996)

O diretor Julian Schnabel, que viria a comandar o ótimo “O Escafandro e a Borboleta”, nos transporta para a década de oitenta, abordando a ascensão meteórica do jovem
grafiteiro Jean-Michel Basquiat (Jeffrey Wright), que foi descoberto por Andy Warhol, no cenário artístico contemporâneo. O roteiro se destaca pela sensibilidade com que retrata o homenageado vanguardista, evidenciando o preconceito racial e os meandros da indústria. “E nunca poderá se explicar para alguém que usa os dons de Deus para escravizar, que você usou os dons de Deus para ser livre”.
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A BELA INTRIGANTE (LA BELLE NOISEUSE – 1991)

O processo criativo do recluso Édouard Frenhofer, pintor fictício vivido por Michel Piccoli, que encontra sua musa renascida na namorada de um colega. Depois de anos de inatividade e falta de inspiração, a jovem revigora sua carreira artística. Obra pouco citada do ótimo diretor Jacques Rivette, que merece ser redescoberta. Não se intimide pela longa duração, quase quatro horas, esse é um daqueles filmes que você irá indicar para seus filhos e netos.
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CRISTO PAROU EM ÉBOLI (CRISTO SI È FERMATO A EBOLI – 1979)

Adaptação refinada, dirigida por Francesco Rosi, da obra autobiográfica do pintor Carlo Levi, que relata o período de sua prisão política domiciliar em uma atrasada e remota vila italiana, onde, longe dos intelectuais, incapaz de exercer seu trabalho, o artista irá entrar em contato com hábitos simples, misticismo religioso, e viverá experiências que irão fazer com que ele reavalie sua função na sociedade. Outra obra pouco citada, que, com certeza, entrará na sua lista de filmes favoritos.
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SONHOS (DREAMS – 1990)

Nessa última obra-prima de Akira Kurosawa, num dos episódios, intitulado: “Corvos” (referência a “Campo de Trigo com Corvos”), protagonizado pelo diretor Martin Scorsese, um estudante de artes descobre-se dentro do vibrante e, por vezes, caótico mundo dos trabalhos de Vincent van Gogh, durante uma visita a um museu de artes. Num passeio onírico pelas telas, ele encontra o próprio artista e conversa com ele.
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domingo, 19 de julho de 2015

Confrade Escritor

Lemos o conto e garantimos que vale a pena conhecer o encontro
e o depois-do-encontro de mãe e filha.

Para que todo o mundo escute, aqui vai a orelha:



CONTO! POR QUE CONTO? 
                         Ataide Ribeiro

A professora aposentada  procurou e encontrou.

Está diante de  uma dona de bordel, sua mãe.

Quarenta e quatro anos  passaram desde que, recém nascida, fora dada a um casal estéril.

O pai adotivo de Leila, outrora rico madeireiro  no Paraná, foi à falência.

Leila ficou órfã de pai e mãe aos dezessete anos. Formou-se professora, casou-se, desquitou-se . Aos quarenta e três aposentou-se e decidiu procurar suas origens. Acabou por encontrar também seu destino.

Antes de morrer, a mãe contara a Leila toda a verdade, inclusive o nome da parteira que a trouxera ao mundo em Curitiba.

A parteira mostrou a Leila uma carta recebida  de Deolinda querendo saber da filha. No envelope havia o endereço da remetente.

E lá foi Leila rumo a São José do Rio Preto, atrás de sua mãe biológica.




sábado, 18 de julho de 2015

Camboriú Rosa





Em uma tarde radiosa estávamos pintando na varanda. 
Quando vimos... a pintura já estava pronta, do lado de fora.

Ficamos emocionadas, a Norma fotografou, mandamos para Gledis sugerindo uma trova.
Eis a resposta:

Camboriú ficou rosa
neste lindo entardecer,
o Sol espera... a garbosa
Lua no céu aparecer.
Gledis Tissot BC 17 jul 2015



domingo, 12 de julho de 2015

Domingo Cinza

12 de julho de 2015


Domingo cinza...
Domingo triste ...
Domingo mudo...

Então resolvo conversar com MÁRIO QUINTANA


           O AUTO-RETRATO

NO RETRATO QUE ME FAÇO

  TRAÇO A TRAÇO  

ÀS VEZES ME PINTO NUVEM,

ÀS VEZES ME PINTO ÁRVORE...

ÀS VEZES ME PINTO COISAS

DE QUE NEM HÁ MAIS LEMBRANÇA...

OU COISAS QUE NÃO EXISTEM

MAS QUE UM DIA EXISTIRÃO...

E, DESTA LIDA, EM QUE BUSCO

 POUCO A POUCO  

MINHA ETERNA LEMBRANÇA.

NO FINAL, QUE RESTARÁ?

UM DESENHO DE CRIANÇA...

TERMINADO  POR UM LOUCO!

                                               M.Q.
                       

sábado, 11 de julho de 2015

Como Comentar

Também estamos aprendendo!

Ao fim de cada postagem aparece
Postado por Alice: tantos comentários
Precisa clicar nessa palavra comentário
para ler ou para fazer outro.
Para comentar sem necessidade de possuir um dos emails do Google, use ANÔNIMO.
Depois de escrever o comentário (incluindo seu nome) clique no pequeno triângulo. 
Aí pode escolher Anônimo

Depois tem de provar que é gente, não é robô!
Basta clicar no quadrado.
Talvez tenha de escolher salada, ou macarrão...
Tudo pela segurança! Abraços de Alice e Aurélio.


quinta-feira, 9 de julho de 2015

Arte Um

Pondé: importante é ler. Seja em papel ou em mídia digital. Pais e avós dão exemplo.



Adriana Lisboa: Em Paris, colhendo material para seu próximo livro.

http://blogdaadrianalisboa.blogspot.com.br

Evento do dia
Bach às 20 h na Igreja Luterana de Balneário Camboriú.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Ler é Viver.

Oi, turma.

Resolvemos criar este blog porque um mês é muito tempo para ficar distantes e acho que este é um meio mais fácil de transmitir nossas opiniões e de nossos amigos a respeito de livros, filmes, viagens, programas de TV...

Acho que os amigos da Confraria do Livro ficariam felizes se algum de nós quisesse expor suas idéias a respeito dos assuntos acima ou outros de interesse geral. Evitaremos proselitismo religioso e político, e mensagens de auto-ajuda.

Para começar, estou lendo  Armadilhas da Mente de Augusto Cury, renomado psiquiatra e escritor de diversos livros de auto- ajuda. Aparentemente, seria mais um do autor estudioso desse tema mas à medida que a história se desenrola, temos verdadeiras aulas  de psicologia e filosofia. Conceitos de Sartre, Nietzsche, Albert Camus são confrontados com os de Freud, Jung, Adler.
Escolhi 2 trechos para pensarmos juntos.
TODOS NÓS QUEREMOS VENCER O CÁRCERE DA SOLIDÃO, MAS NOS CALAMOS, TEMOS MEDO DE CONVERSAR NOS ELEVADORES, INTERAGIR NOS CORREDORES, INVADIR A PRIVACIDADE. 
TEMOS MEDO DE SER SERES HUMANOS. (pag. 86)

EU TENHO DINHEIRO MAS ELE É QUE É FELIZ( referindo-se ao jardineiro). 
NÃO PRECISO TRABALHAR MAS É ELE QUE DESCANSA. TENHO MEIOS PARA VOAR MAS É ELE QUE SE AVENTURA.
TENHO CAMA MAS É ELE QUE DORME.
QUEM É RICO? (pag.67)


PROGRAMA DE TV
Direito e Literatura, sábados, 9h30m, TV Justiça.

HOMENAGEM A MÁRIO DE ANDRADE 
(70 anos de falecimento)

Minha casa...
Tudo caiado de novo!
É tão grande a manhã!
É tão bom respirar!
É tão gostoso gostar da vida!
A própria dor é uma felicidade...

Se gostaram da idéia, comentem para alimentar a postagem seguinte.
Queremos vê-los na próxima reunião do Sesc.

              Abraços, Alice e Aurélio

alice.charao@gmail.com